LYRIC

[Oddish]

Eu sou do tipo que faz o Lúcifer gritar “Deus nos acuda!”
Reencarnação perfeita e podre do Pablo Neruda
Cresci comprando Playboys com moedas que roubei do Buda
Virei um adulto que deixa vadia dependente de auto-ajuda
Eu sou a sujeira classuda, coloquei a cena em choque
Ficaram mais divididos que o executivo da Yoki
É serio puta, provoque! que os Vingadores me desculpem
Mas com a porra da caneta eu espanco Loki
Vagabundo, então se toque! Salvador não é San Andreas
Me chame de Steve Jobs do Rap, mas sem câncer no pâncreas
Foi mal pela discrepância, culpa da dissonância
Filhos da puta com mais de 30, cabeça no jardim de infância
Tudo bem quando diz que sim! Tudo bem quando diz que não!
Me aponte um lugar, proíba de ir, e agora já sabe minha direção
Tudo bem quando diz que não, tudo bem quando diz que sim
Branquelo de "dunks", crio um novo começo a cada esboço do fim
Cada vez que quis, cada vez que fiz, você vê que a metáfora groova
Querem me derrubar, mas parece mais fácil fumar baseado na chuva
Péla-saco capota na curva, faz parte do meu show business
É o Felipe Oddish, rato branco e vêia com sangue de cisnes...
[Banha]

Eu prefiro calar mas tem que falar, sem me exaltar de mais
Peço licença a Alah, pois eu sou Mun Rá, soldado do Hamas!
Não tô muito a fim de paz, sou o que leva e trás
Sou sagaz, ainda dizem que faço "beat de jazz”?
Puto sigo, puto fico, sabe, porra?! Eu sou fudido!
Não vou cantar de galo, se tu é um piriquito, lindo!
Esse é meu modelito (pito!) às vezes eu sou confundido (tito!)
Se a roupa que visto não te excita? Suck my pirulito!
Corro risco, cometo atentado, Kamikaze, suicídio...
Tu manda uma bala, manda uma granada...
Não humilde eu chego e te mando um míssil
Deu pra notar, né? Coragem, pouco eu tenho...
“fila da puta” fudeu com Judas, nessa viagem eu quase me lenho
Tudo posso, na rima que fortalece, pois o dedo que aperta o "rec”
É o mermo que aperta o botão do "estresse", Pivete!
É foda dizer, né? Tô quase com o pé na cova!
Se prova, gosta! Acha grossa e ainda diz que parece bosta!
Porra se o show? Corra se for... Seu time ganhou? Você se matou?
E a mina do amigo do peito que "daquele jeito" você lascou, lembrou?

[Neto Bicho-$olto]

A cada cobrança que chega
A cada puta que chupo, que beija, vacilo que deixa
Rap é mais do que o beat, papel e caneta
Salvador é rua e tem suas cabeça
Autonomia, quebra a harmonia, deixo os falsos na agonia ,me veja
De cara amarrada, cabeça raspada, de boné e prata
Em varias paradas, longe de casa, isso pra mim não pega nada!
Carrego as armas, trago a lombra, sou o narrador e sou marginal
Deixando em cheque os alicerce em dúvida a moral
Em quanto favelas e gueto, pivete tá nos becos
Se tem disposição, vai buscar o seu dinheiro
Há tempos eu já escolhi meu lado nessa guerra
Se canta a verdade, então a mentira esfarela
Foram lá me convocar, e eu vim na missão
É Sub terror, Oddish e Neto Cabeção
Pra deixar os cú na mão, pagar pelos pecado
Se tem que ser barril então vou ser barril dobrado!
Várias queixas! É sim, é sim de verdade! Tamo na atividade!
Esculachando com muita classe, de Walk Talk e colete na laje
Sem cara pra maquiagem, cada verso é uma viagem (se pá varias naves!)
Dê um trago! E relaxe! Simbora! Embarque
Te coloco na guilhotina pra decepar suas inverdades
Não me diga que é tarde, onde eu vou eu chego cedo
Um tiro é só um tiro, é só a causa e o efeito...

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About "Discrepância"

Discrepância faz parte do EP de estreia do Oddish, o expressivo “Ponteiros Voam Feito Jatos”, lançado em 12/12/2014.

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